Paredes que falam: pichações escolares e juventude: linguagem, resistência e cotidiano – arte, linguagem e cotidiano em uma escola pública do interior do Piauí

ISBN

978-65-5866-669-1

DOI

10.36229/978-65-5866-669-1

Descrição

Paredes que falam: pichações escolares e juventude é uma obra que investiga a linguagem, a resistência e o cotidiano de estudantes em uma escola pública do interior do Piauí, por meio das pichações encontradas em seus muros. A obra explora a relação entre a escola, a disciplina e o silenciamento, bem como a forma como os estudantes utilizam a pichação como uma forma de expressão e resistência. Os temas centrais incluem a história social das inscrições nos muros, a disputa de sentidos entre vandalismo e arte, e a importância da escuta e da experiência estética na educação, destacando a necessidade de uma abordagem mais ampla e inclusiva para compreender as práticas culturais dos estudantes.

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Conteúdo

PARTE I

ESCOLA, DISCIPLINA E SILENCIAMENTO

Capítulo 1: A escola moderna e o controle dos corpos

1.1. A disciplina como tecnologia de poder

1.2. Vigilância, normalização e comportamento escolar

1.3. A infância sob controle institucional

Capítulo 2: Juventude, cotidiano escolar e resistência

2.1. A escola como espaço de tensões

2.2. Silenciamento estudantil e invisibilidade juvenil

2.3. Resistência cotidiana e microtransgressões

PARTE II

MUROS, ESCRITAS E LINGUAGENS DA TRANSGRESSÃO

Capítulo 3: A história social das inscrições nos muros

3.1. Das cavernas às cidades contemporâneas

3.2. Escritas urbanas e memória coletiva

3.3. Pichação, grafite e cultura visual

Capítulo 4: Entre vandalismo e arte: disputas de sentido

4.1. A criminalização da pichação

4.2. O grafite como arte legitimada

4.3. Estética, marginalidade e reconhecimento cultural

Capítulo 5: Pichação como linguagem política

5.1. Comunicação marginal e folkcomunicação

5.2. O anonimato como forma de resistência

5.3. Paredes como territórios simbólicos

PARTE III

A ESCOLA PICHADA

Capítulo 6: O cotidiano visual da escola pesquisada

6.1. Os espaços da escola

6.2. As marcas deixadas pelos estudantes

6.3. A escola como superfície simbólica

Capítulo 7: Palavras, frases e afetos nas pichações escolares

7.1. Escritas do desejo

7.2. Marcas de solidão e revolta

7.3. Humor, pertencimento e identidade juvenil

Capítulo 8: Quando a pichação se aproxima da arte

8.1. Poética da escrita marginal

8.2. Sensibilidade estética e criação estudantil

8.3. Arte, autoria e invisibilidade

PARTE IV

EDUCAÇÃO, ESCUTA E EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

Capítulo 9: O que a escola não consegue escutar

9.1. As pichações como denúncia silenciosa

9.2. Relações escolares e produção do conflito

9.3. A escola diante da diferença

Capítulo 10: Para além da punição

10.1. Educação estética e diálogo

10.2. A leitura pedagógica das pichações

10.3. Possibilidades educativas para além da repressão

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